Multimédia Weblog

novembro 4, 2007

Jaws & Opera

Filed under: EAM — Luciana Carvalho @ 3:50 pm

Para complementar a avaliação manual e automática do site da AP, tendo como objecto de análise a presença da acessibilidade nestes sítios, foram adicionadas duas ferramentas de avaliação: o browser Opera e o leitor de ecrã Jaws. O opera é útil na medida em que proporciona desmontar o site de forma a retirar imagens, folhas de estilo, formatação por tabelas e frames. Por sua vez, o Jaws, como já referi, é importante para pessoas com incapacidade visual.

Ao conjugar estas duas ferramentas podemos constatar e reforçar problemas relativos à acessibilidade já encontrados antes nas outras análises.

Ao desformatar a página foi possível perceber que tanto as imagens como o javascript são impossíveis de ser acedidas através destas ferramentas. No site da Segurança Social, ocorre com muita frequência o aparecimento de imagens sem legenda e com conteúdos de máxima importância. Por outro lado, logo na página inicial temos a presença de um conteúdo em linguagem javascript que se mostra inacessível tanta na leitura com o Jaws como noutras situações.

Os formulários no sitio da Segurança Social são uma constante e revelam ser mais uma barreira para os invisuais. É possível percorrer todos os formulários e tabelas, no entanto, o significado de cada campo revela-se um mistério pois o Jaws não consegue aceder a essa informação.

Os únicos títulos existentes são os links que se dispõem de uma forma particularmente confusa pela grande quantidade de informação encontrada no site. E, noutros casos, so fazendo Ctrl+A é que é possível ler a informação que não está linkada.

Em suma, podemos rever problemas já referidos nas análises anteriores. Contudo, nesta avaliação foi possível sentir na prática as dificuldades que os invisuais sofrem, mesmo em sites da AP que possuem o símbolo da acessibilidades mas que mesmo assim não cumprem todas as directrizes e tornam, desse modo, impossível a informação chegar a toda a população.

novembro 1, 2007

DCM | Infografia

Filed under: DCM — Luciana Carvalho @ 10:54 pm

O assunto abordado no projecto da cadeira de Ergonomia das Aplicações Multimédia está relacionado com as dificuldades de aprendizagem das crianças que frequentam o 1º ciclo. Estas dificuldades estão ligadas, sobretudo, com a dislexia, a discalculia e as diversas dificuldades de leitura e de escrita.

O projecto proposto na disciplina de Design da Comunicação Multimédia pretende promover o site/aplicação multimédia que desenvolvemos na cadeira de Ergonomia. Por isso, há alguns pontos que serão repetidos mas que se mostram de máxima importância clarificar.

O projecto em questão é uma aplicação multimédia que pode ser inserida num site educativo ou de alguma editora de manuais escolares. A interacção com a aplicação deve ser realizada pela criança acompanhada dos pais ou dos educadores, por esse motivo, deve ser apelativa para as crianças mas acessível para os adultos.

Logo, a infografia servirá, essencialmente, para promover a aplicação e para explicar o seu funcionamento.

Tema da infografia

“Aprender a brincar”

Objectivos Gerais e Específicos

Abordar a importância de apoiar as crianças com necessidades educativas especiais;

Promover uma aplicação multimédia sobre dificuldades de aprendizagem como: a dislexia, a discalculia, a disgrafia e perturbações na linguagem escrita e na leitura. Definir os conceitos de forma ao público-alvo ficar mais esclarecido e evitar ideias erróneas e preconceitos.

Explicar como funciona a aplicação multimédia e que potencialidades podem ser exploradas para ajudar no desenvolvimento e na ultrapassagem das limitações acima referidas.

Elucidar pais e educadores para a problemática e para a possibilidade de em conjunto com a criança desenvolverem aptidões de uma forma mais descontraída e lúdica.

Público Alvo

Pais, educadores e possíveis compradores da aplicação multimédia;

Conceito

Lápis de cor/colorir

Porquê?

Durante a minha investigação, foram inúmeras as vezes que em jeito de sugestão para ultrapassar as barreiras e as limitações os especialistas propõem que a criança desenhe ou pinte uma história relacionada com a matéria. Deste modo, surgiu o conceito em jeito de metáfora relacionado com um método de aprendizagem.

Conteúdos e Estrutura

Breve enquadramento e explicação sobre o ensino especial, as necessidades educativas especiais, e as dificuldades de aprendizagem (dislexia, discalculia, disgrafia, etc.);

Possíveis consequências das dificuldades em aprender quando não existe acompanhamento ou diagnósico;

Exemplos de problemas de escrita e linguagem. Exemplo: Confusão de letras, sílabas ou palavras que se parecem graficamente: a-o, e-c, f-t, m-n, v-u.

Demonstração de confusões com símbolos matemáticos e com as suas definições. Exemplo – Compreender os sinais +, – , ÷, ×;

Exemplos de disgrafia proveniente das dificuldades de escrita e leitura.

Publicitar as animações que dão exemplos de palavras e símbolos importantes acompanhadas pela respectiva imagem, texto e som.

Explicação do funcionamento da aplicação multimédia – interacção do utilizador. Neste caso, os pais e/ou educadores devem acompanhar a criança na exploração da aplicação e ajudá-la a desenvolver as tarefas.

Exemplos dos exercícios relacionados com a leitura, escrita e com números e cálculos propostos na aplicação.

Exemplos das fichas educativas, jogos, puzzles e de histórias/fábulas para descontrair e complementar os tempos livres (som, imagem estática e não estática e texto).

A infografia terá sempre um menu principal onde será feita uma distinção (através de botões) dos conteúdos exclusivos para os pais e educadores e dos conteúdos para as crianças e para os adultos. Isto é, numa primeira parte do projecto estarão as definições sobre os temas tratados, sugestões e conselhos úteis.

O outro botão encaminhará o utilizador para a exposição dos conteúdos que a aplicação fornece, ou seja, a explicação do funcionamento do software e os exemplos dos exercícios e das animações didácticas que este possui.

O layout da infografia deverá ter semelhanças com o layout da aplicação multimédia e deverá explorar a cor e objectos relacionados com a pintura.

outubro 28, 2007

Avaliação automática e manual de um site da AP

Filed under: EAM — Luciana Carvalho @ 9:20 pm

W3C é um acrónimo de World Wide Web Consortium. Organismo foi criado em 1994 para o desenvolvimento e standardização da Internet, tem a sua actividade centrada no desenvolvimento de normas e padrões – Web Standards – para a criação, acessibilidade e interpretação dos conteúdos para Internet.

Em 1997, o W3C lança o WAI com o objectivo de criar norma e padrões que tornam a Internet acessível a pessoas com deficiência.

Directivas para a acessibilidade do conteúdo da Web – 1.0

As directivas deste documento têm como principal objectivo explicar como é possível tornar os conteúdos da web acessíveis a pessoas com deficiências e promover estas directivas. Este documento tem 14 directrizes relacionadas com a concepção de acessibilidade. Por sua vez, cada directriz inclui uma lista de definições de pontos a verificar (65) e o nível de prioridade associado. Por isso, foram divididas em 3 níveis de prioridade diferentes:

Nível 1 – Os criadores de conteúdo web têm obrigatoriamente que cumprir os pontos de nível 1. Caso não se verifique, um ou mais grupos de utilizadores verão impossibilitado o acesso à informação.

Nível 2 – Os criadores devem cumprir os pontos deste nível. Caso não os cumpram, um ou mais grupos vão sentir dificuldades a aceder a informações contidas em determinado documento.

Nível 3 – Os criadores devem satisfazer os pontos englobados neste nível. Caso contrário, um ou mais grupos podem sentir algumas dificuldades de acesso a documentos sedeados na Web.

Em Portugal, surgem também alguns movimentos preocupados com a acessibilidade aos conteúdos na web. Em 1999, surge o “Manual de Boas Práticas para os sítios web da Administração Pública. Mais tarde, em 2002 surgiu o programa “Acesso”da Unidade de Missão Inovação e Conhecimento (UMIC). A UMIC tem o dever de vigiar a inclusão dos cidadãos com necessidades especiais na sociedade da informação.

Assim, existiam condições para que os sites da AP portuguesa cumprissem requisitos mínimos de acessibilidade. Devido à ligação entre as “Directrizes para a acessibilidade do conteúdo da Web – 1.0” e com o Manual de boas Práticas da AP.

Por este motivo, foi lançado o desafio de comprovar se um dos sites da AP cumpre ou não os princípios para a acessibilidade. A minha escolha recaiu, uma vez mais, sobre o site da segurança social.

Em primeiro lugar, foi feita uma avaliação automática, recorrendo a uma ferramenta que consegue rever automaticamente a acessibilidade dos conteúdos na web – Hera. Após esta avaliação automática foi realizada uma avaliação manual, baseada no “Manual de Boas Práticas da AP” de forma a completar a avaliação automática (realizada anteriormente).

Avaliação Automática: Hera

Resumo da análise automática

http://www.seg-social.pt/

Esta página divide a área de visualização em 2 painéis. Em cada painel é mostrado um documento/página, pelo que é necessário rever também cada uma destas páginas individualmente:

  1. http://www.seg-social.pt/azul.htm
  2. http://www.seg-social.pt/index.asp
Prioridade Verificar Bem Mal
Nível 1 6 1 1
Nível 2 10 9 4
Nível 3 11 2

Como podemos verificar esta página contém duas frames” o que por si só é já um erro grave e dificulta, ainda mais, a análise tanto automática como manual.

Começando pelo lado mais positivo, encontramos 10 pontos correctos de um universo de 65. contudo, só um dos pontos é de nível 1.

Ponto 7.1 – “Evite concepções que possam provocar intermitência do ecrã, até que os agentes do utilizador possibilitem o seu controlo. “(Prioridade 1)

Ponto 3.1 – “Sempre que existir uma linguagem com notação apropriada, use a notação em vez das imagens para transmitir a informação.” (Prioridade 2)

Ponto 3.3 – “Use folhas de estilo para controlar a disposição dos elementos na página e a forma de os apresentar”. (Prioridade 2)

Ponto 5.3 – Não deve usar tabelas para formatar páginas a não ser que a tabela faça sentido quando em formato linear. Caso contrário, se a tabela não fizer sentido, forneça um equivalente alternativo (o qual poderá ser uma versão linear). (Prioridade 2)

Ponto 7.2 – Evite concepções que possam provocar o piscar (modificação do conteúdo em intervalos constantes) do conteúdo das páginas, até que os agentes do utilizador possibilitem o seu controlo.” (Prioridade 2)

Ponto 7.3 – “Enquanto os agentes do utilizador não permitam congelar o movimento do conteúdo, não use movimento nas páginas.. (Prioridade 2)”

Ponto 7.4 – “Não crie páginas de reiniciar periódicamente automáticas, até que os agentes do utilizador possibilitem interromper o processo. (Prioridade 2)”

Ponto 7.5 – “Não use a notação para redireccionar páginas automaticamente até que os agentes do utilizador disponham da capacidade para interromper o processo. Em vez disso, aconselha-se a configurar o servidor para executar esse redireccionamento. (Prioridade 2)”

Ponto 10.1 – “Não provocar o aparecimento de janelas de sobreposição ou outras, e não fazer com que a janela actual seja modificada sem que o utilizador disso seja informado, até que os agentes do utilizador tornem possível a desactivação de janelas secundárias. (Prioridade 2)”

Ponto 11.2 – Evite o uso de notação obsoleta das tecnologias do W3C. (Prioridade 2)

Por outro lado, a avaliação através do Hera conseguiu detectar 7 pontos que contêm erros. Entre eles um ponto que pertence ao nível 1 de prioridade das directrizes.

Ponto 12.1 – “Forneça um título (<TITLE>) para cada FRAME, facilitando assim a sua identificação e navegação. (Prioridade 1)”

Ponto 3.2 – “Crie documentos validando a notação com a gramática formal publicada. (Prioridade 2)”

Ponto 3.5 – “se os elementos cabeçalho (<H1>…<H6>) para transmitir a estrutura dos documentos e utilize-os de acordo com as especificações. (Prioridade 2)”

Ponto 11.1 – “Use tecnologias W3C quando a mesma esteja disponível e seja apropriada para uma tarefa. Utilize as versões mais recentes, desde que suportadas. (Prioridade 2)”

Ponto 12.3 –Divida grandes blocos de informação em grupos mais geríveis e apropriados. (Prioridade 2)”

Ponto 4.3 – “Identifique o idioma principal do documento. (Prioridade 3)”

Ponto 9.5 – “Defina teclas de atalho para links importantes (incluíndo os que se encontram nos mapas de imagem client-side), controlos de formulário, e grupos de controlos de formulários. (Prioridade 3)”

Como já tinha referido, um dos erros mais graves e por isso designado de nível 1 está relacionado com a existência de duas frames distintas dentro do mesmo site. Outro aspecto importante está relacionado com a grande quantidade de informação e a sua má gestão. A avaliação automática também encontrou este erro.

PONTOS A VERIFICAR:

A avaliação automática não consegui confirmar 21 pontos. Por isso, elaborei uma pesquisa manual que descrevo de seguida. Esta avaliação manual confirmou que em alguns casos existia erro e, por outro lado, em alguns pontos as directrizes eram respeitadas.

Prioridade 1:

6 pontos a verificar

Ponto 1.1 :

” Forneça um equivalente textual para todo o elemento não textual. Pode ser feito através do atributo “alt”, ou “longdesc” ou no conteúdo do elemento. Isto abrange: imagens, representações gráficas de texto, incluindo símbolos, regiões de mapas de imagem, animações, como é o caso dos GIFs animados, applets e objectos programados, arte ASCII, painéis/frames, programas interpretáveis, imagens utilizadas em listas como sinalizadores de pontos de enumeração, espaçadores, botões gráficos, sons (reproduzidos com ou sem interacção do utilizador), ficheiros de áudio independentes, pistas áudio de vídeo e trechos de vídeo. (Prioridade 1)”

São encontradas algumas imagens que não possuem legenda e em que o texto não é disponibilizado. Existe informação útil disponibilizada só através de imagem o que não torna possível a informação a todos os utilizadores, especialmente, os invisuais.

Ponto 2.1 :

“Certifique-se de que toda a informação transmitida com base na cor se encontra também disponível sem cor.”

A cor no site funciona como feedback, ou seja, quando clicamos num link, ele muda de cor, para sabermos nos situar. Se não tivermos acesso à cor, podemos ter dificuldades neste reconhecimento e na orientação da nossa navegação. Por outro lado, a cor funciona como separador de conteúdos para que o utilizador identifique uma cor com determinados assuntos e assim exista uma melhor orientação e “reconhecimento em vez de lembrança”. Desta forma, existe alguma informação transmitida através da cor, logo é possível considerar esta falha como um erro.

Ponto 4.1 :

“Identifique claramente quaisquer alterações de idioma no texto de um documento, incluindo os equivalentes textuais (caso das legendas das imagens e de outros elementos)”

Neste caso, as alterações de idioma só se verificam nas legendas de botões para mudar o idioma para inglês ou francês. Não pode ser considerado um erro visto a imagem estar legendada e ser perceptível a sua funcionalidade.

Ponto 6.3:

“Certifique-se que as páginas são usáveis quando scripts, applets, ou outros objectos programáveis se encontram desactivados ou não são suportados. Se isto não for possível, forneça informação equivalente numa página alternativa acessível.”

Logo na página inicial é possível perceber, de forma manual, ao não permitir comportamentos de Javscript que a informação referente ao menu “Destaques” é inacessível. Logo constitui um erro grave.

Ponto 11.4:

“Se, depois de todos os esforços, não conseguir criar uma página acessível, forneça um link para uma página alternativa que use as tecnologias W3C na sua versão acessível, com informação equivalente (ou com as mesmas funcionalidades), que seja actualizada tantas vezes quantas as páginas inacessíveis (originais).”


Não possui uma página alternativa.

Ponto 14.1:

“Use linguagem clara e o mais simples possível apropriada ao conteúdo do sítio Web.”


Como já foi possível constatar na análise heurística, o site da segurança social tem muita informação redundante e pouco perceptível para pessoas pouco habituadas com os temas aqui tratados.

Prioridade 2:

10 pontos a verificar

Ponto 2.2:

“Certifique-se que as combinações das cores de fundo e do texto, fornecem um contraste suficiente quando visualizados por alguém que tenha défices de percepção de cor ou quando a mesma é visualizada num ecrã a preto e branco. (Prioridade 2 para imagens, prioridade 3 para textos)”

As combinações de cor e o contraste entre o fundo e o texto podem gerar problemas para pessoas que têm dificuldades de percepção. Os menus são diferenciados através da cor; se por um lado é um aspecto positivo, por outro lado é um ponto negativo para utilizadores que não dispõe de ecrã a cores ou com défice de percepção de cor.

Ponto 3.4:

“Use unidades relativas em vez de absolutas nos valores dos atributos da linguagem de notação e valores das propriedades das folhas de estilo.”

Em todo o site não existe liberdade para o utilizador aumentar o tamanho dos elementos da página, como o texto, imagens, etc. Constitui um erro.

Ponto 3.6

“Faça uso da correcta notação para as listas (<ul>…<ol>) e para os seus pontos de enumeração (<li>)”.

As tabelas existentes no site não contêm tabelas com lista de elementos. Surgem pop ups que disponibilizam a escolha de formulários sobre determinado assunto. Desta forma, a informação está acessível.

Ponto 3.7

“Use a notação correcta para citações (<Q> para citação curta e <BLOCKQUOTE> para citação longa, normalmente superior a três linhas). Não utilize a notação de citação para formatar efeitos visuais tais como tabulação/entalhe”

Ponto 6.5

“Certifique-se que o conteúdo dinâmico é acessível ou forneça uma apresentação ou página alternativa”

Como já foi verificado num dos pontos de análise de prioridade 1 existem conteúdos dinâmicos não acessíveis a todas as pessoas ou precisam de permissão para surgirem no sistema. A página não gera qualquer tipo de alternativa nestes casos.

Ponto 12.2

“Descreva o propósito das fremes e a forma como as mesmas estão relacionadas umas com as outras, caso essa relação, suportada apenas nos títulos das frames, não seja óbvia para o utilizador.”

Apesar de cada frame ter um título, o utilizador não perceba a relação existente entre as frames (painéis). Pode remeter para alguma confusão e má orientação no site.

Ponto 13.1

“Identifique claramente o destino de cada link.”

Existem links sobre o formato de imagem e que não possuem títulos.

Ponto 13.2

“Forneça metadados para acrescentar informações semânticas às páginas e aos sítios Web”

Ponto 13.3

“Forneça informação sobre a organização geral do sítio Web (e.g. mapa do site, índice)”

O site possui um botão denominado mapa do site que contém todos os conteúdos disponíveis no site.

Ponto 13.4

“Use mecanismos de navegação de uma forma consistente.”

Os mecanismos de navegação são sempre os mesmos, os botões e ícones têm sempre a mesma função e comportamento.

Prioridade 3:

11 pontos a verificar

Ponto 4.2

“Especifique por extenso cada abreviatura ou acrónimo quando da sua primeira ocorrência num documento.”

As abreviaturas e acrónimos utilizadas não sao explícitos desde a primeira visita.

Ponto 9.4

“Crie uma sequência lógica de tabs para percorrer os links, controlos de formulários e objectos.”

Os elementos estão dispostos de uma forma lógica através de links, controlos de formulários e objectos.

Ponto 11.3

“Disponibilize a informação necessária de forma a que os utilizadores recebam os documentos de acordo com as suas preferências. Por exemplo: idioma, tipo de conteúdo, etc.”

Existem algumas opções que permitemfornecer o conteúdo de formas diferentes. Existe um botão que gera a página noutro idioma.

Ponto 13.5

“Providencie barras de navegação para salientar e dar acesso aos mecanismos de navegação. De preferência faça uso de elementos de notação para listas (<ul>…<ol>) para estruturar esses mecanismos. Use CSS para lhes dar estilo.”

Os principais conteúdos de navegação estão agrupados em texto e em ícones.

Ponto 13.6

Agrupe links relacionados, identifique o grupo (em benefício dos agentes do utilizador) e, até que os agentes do utilizador o façam, forneça uma forma de saltar um grupo.”

Nem sempre se agrupam os links de forma a identificar o grupo e a facilitar a navegação do utilizador.

Ponto 13.7

“Caso seja fornecida uma função de pesquisa, active diferentes tipos de pesquisa de modo a corresponderem a diferentes níveis de competências e às preferências dos utilizadores.”

O sítio dispõe um motor de busca mas não oferece opções avançadas de busca.

Ponto 13.8

“Coloque informação diferenciada no início dos cabeçalhos, parágrafos, listas, etc.”

Nem sempre se confirma esta regra.Por vezes, surge alguma confusão pela falta de diferenciamento da informação.

Ponto 13.9

“Providencie informação sobre colecções de documentos (i.e. documentos compostos por múltiplas páginas).”

A única informação existente está no aparecimento de sub menus quando seleccionamos algum link na homepage.

Ponto 13.10

“Providencie um meio de saltar por cima de múltiplas linhas em arte ASCII.”

Não foram encontrados meios de saltar as multiplas linhas em arte ASCII.

Ponto 14.2

“Reforce a mensagem texto através de gráficos e/ou áudio na medida em que os mesmos facilitem a compreensão da página.”

O áudio é uma ausência muito notada neste site. Em relação ás imagens são algumas vezes utilizadas, contudo, podiam ser melhor exploradas para facilitar a compreensão de conteúdos muito específicos.

Ponto 14.3

“Crie um estilo de apresentação que seja consistente ao longo das páginas.”

O site tem ao longo das suas páginas sempre o mesmo estilo, de forma consistente e coerente.

Manual de Boas Práticas da Administração Pública

Informação mínima que deve ser publicada na Web Page:

– Identificação e descrição do organismo que tutela o Web Site (com a missão, a descrição das actividades e serviços prestados, a descrição da estrutura organizacional, com eventual recurso a diagramas)

Este ponto é respeitado no site. Ao fundo da página podemos encontrar alguns botões, um delas denominado “Acerca do Site” possui a informaçãosobre o organismo que tutela o web site e recorrer a diagramas para fazer uma breve explicação sobre os organismos do sector.

– Lista de contactos (endereço postal, telefones, faxes e endereço de correio electrónico), pessoais e/ou institucionais;

Alista de contactos surge dentro de um dos links do botão referido anteriormente. Não é muito perceptível a sua localização.

-Lista com todas as publicações do organismo e respectivos documentos;

Existe uma secção dedicada aos “destaques” que vai actualizando as últimas publicações. Por norma cada publicação possui um link que gera uma nova janela com as informações sobr eo assunto em questão.

-Legislação pertinente para a actividade da entidade;

Esta informação pode ser encontrada no botão referido no ponto anterior, assim como,ao longo de todo o site. Cada assunto é, na grande parte das vezes enquadrado com a legislação referente e os decretos leis associados.

– Eventos programados ou em curso; Novidades;

Mais uma vez, este tipo de informação encontra-se disponível na secção “Destaques” .

– Relatório de contas; Plano de actividades e orçamento;

Através do motor de pesquisa consegui encontrar links que abrem os documentos sobre relatorio de contas e planos de actividades dos últimos anos. O que reflecte pouca hierarquização e má gestão da informação no layout.

– FAQ (Perguntas mais frequentes);

Possui um botão no fundo do web site denominado FAQ’s. Contudo, o utilizador é limitado pela tabela que surge quando clicamos neste botão.

– Formulários para download;

Os formulários neste sítio são uma ferramenta muito utilizada devido à natureza da informação. Em cada página surge um link para abrir o formulário. Desta forma, o formulário surge numa nova página em versão de impressão.

– Política de privacidade e segurança;

Não existe.

– Primeira visita;

Não existe nenhuma hiperligação para qualquer conteúdo relacionado com este assunto.

– Ajuda;

Existe um link que abre uma nova janela, onde é possível encontrar ajuda sobre os seguintes temas:

* Visualização de Formulários/Documentos PDF;

* Software de Visualização;

* Download de Formulários e Documentos.

– Mapa do sítio;

Existe um botão denominado “Mapa do Site” que faz uma descrição detalhada dos menus, sub menus e links existentes em todo o Web Site.

-Motor de busca.

Existe um motor de busca que se torna muito útil, visto a página ter muita informação e nem sempre bem hierarquizada ou fácil de aceder.

Barras de Navegação – A homepage deve conter links para:

– Homepage governo, adm. directa e indirecta do estado/sectorial ou ministerial;

Não existem hiperligações para as entidades acima referidas.

– Contactos

Não se encontram na página inicial.

– Mapa do WebSite; Motor de busca;

Existe uma hiperligação para o mapa do site e o motor de busca marca sempre presença na página inicial assim como ao longo da Web Page.

As restantes páginas devem ter links para:

-Página principal;

Esta hipelrigção surge em todas as páginas através de um botão no fundo da página – início” – ou através do logotipo da segurança social que surge sempre, em cima do lado esquerdo.

– Mapa do WebSite; Motor de busca;

Tal como a hiperligação para a página inicial estes dois parâmetros surgem em todas as páginas geridas pelo Web Site.

– Sugestões; Voltar;

Não existem hiperligações associadas a estes conteúdos. O site não dispõe ao utilizador botões para avançar ou retroceder nos conteúdos, a não ser através do browser.

outubro 14, 2007

Teste com utilizadores

Filed under: EAM — Luciana Carvalho @ 2:20 pm

Na continuação da análise efectuada ao site da segurança social, foi proposto um método de avaliação com utilizadores – “Field Observation.”

O método “Field Observation” consiste na observação d eum utrilizador a interagir com o sistema em questão, num ambiente o mais natural possível. Onde, neste caso, foram estabelicidos posteriormente objectivos para dois utilizadores tentarem concretizar.

Foram pré-estabelidos quatro objectivos:

  1. Encontrar o Simulador de Pensões;
  2. Encontrar informação sobre prestações por encargos familiares;
  3. Informação sobre prestações garantidas/regime não contributivo;
  4. E, ainda, as medidas de reforma adoptadas em 1993 pela Segurança Social;

Pelas limitações apresentadas o teste foi realizado só com dois utilizadores. Os utilizadores tinham idades compreendidas entre os 20 e os 22 anos e nunca tinham entrado em contacto com o sistema anteriormente. No entanto, os utilizadores estão habituados a navegar na Internet e a explorar os demais serviços on-line.

Métrica:

  1. Número de cliques efectuados para chegar ao objectivo final;
  2. Tempo médio que o utilizador demorou a concretizar o objectivo;
  3. Quantidade de vezes que um utilizador erra;

Primeiro Objectivo:

– Encontrar Simulador de Pensões:

Homepage – Simulador – Simulador de pensões (3 passos);

Utilizador 1:

Passo 1

Passo 2

Passo 3

Cliques

1

1

1

Erros

Tempo médio

10 segundos

Utilizador 2:

Passo 1

Passo 2

Passo 3

Cliques

1

1

1

Erros

Tempo médio

28 segundos

As duas utilizadores conseguiram, através do caminho mais curto, encontrar a informação prtendida. Não ocorreram erros e foi fácil e rápido encontrar o simulador.

Segundo Objectivo:

– Encontrar informação sobre prestações por encargos familiares:

Homepage – Direitos e Deveres – Família, Crianças e Jovens – Família – Prestações por encargos familiares

Utilizador 1:

Passo 1 Passo 2 Passo 3 Passo 4 Passo 5
Cliques 1 2
Erros 1 1
Tempo médio 20 segundos

Utilizador 2:

Passo 1 Passo 2 Passo 3 Passo 4 Passo 5
Cliques 1 2 3 1
Erros 1 1
Tempo médio 1 min 14 segundos

O segundo objectivo foi de um nível de dificuldade acrescida, onde se notaram nas duas utilizadores alguns problemas em encontrar a informação pretendida. A primeira utilizadora, chegou rapidamente a uma página. Contudo, não era a página que continha a informação pretendida. Eu própria fiquei confusa, visto a informação ser muito semelhante e de difícil distinção.

A segunda utilizadora perdeu-se no caminho. As dificuldades começaram logo no segundo passo. Encontrava-se desorientada, sem saber que caminho seguir. Era muita a informação disponível e não existia qualquer tipo de familiarização com os conteúdos.

Terceiro Objectivo:– Encontrar informação sobre Prestações garantidas/regime não contributivo

Homepage – Prestações Garantidas – Regime não contributivo

Utilizador 1:

Passo 1

Passo 2

Passo 3

Cliques

1

1

1

Erros

Tempo médio

20 segundos

Utilizador 2:

Passo 1

Passo 2

Passo 3

Cliques

1

1

1

Erros

Tempo médio

15 segundos

O terceiro objectivo foi atingido com sucesso pelas duas utilizadores em pouco tempo. Esta situação é justificada pela presença de um link na página inicial para a informação em questão.

Quarto Objectivo:

Encontrar informação sobre Medidas de reforma adoptadas em 1993 pela Segurança Social:

A Segurança Social – História – Os anos noventa

Utilizador1:

Passo 1

Passo 2

Passo 3

Cliques

1

1

1

Erros

Tempo médio

30 segundos

Utilizador 2:

Passo 1

Passo 2

Passo 3

Cliques

2

4

1

Erros

1

2

Tempo médio

1 min e 14 segundos

Neste caso, os dois utilizadores levaram caminhos diferentes em encontrar a informação. A primeira utilizadora associou rapidamente a informação pretendida ao menú lateral esquerdo e, assim, rapidamente encontrou o link que a direccionou para a história da segurança social.

A segunda utilizadora, por sua vez, perdeu-se com a diversidade de conteúdos que encontrou. Ao cometer o primeiro erro foi mais difícil encontrar, de novo, o caminho correcto e por isso ficou “desesperada” acabando por desistir da tarefa.

Em suma, o site da Segurança Social tem uma fácil e acessivel navegação pelos utilizadores só quando a informação que pretendem encontrar está ao alcance de um clique ou dois. Quando a informação se encontraorganizada numa terceira ou quarta página inerentes à homepage surgem confusões e alguma dispersão. Alguns temas deviam ser tratados de melhor forma, através de “affordances” e de mapeamento de forma a o utilizador reconhecer melhor os diferentes conteúdos.

De forma geral, o teste com utilizadores veio confirmar alguns dos aspectos focados na análise heurística. A má hierarquização da informação e o excesso da mesma podem provocar algum “desespero” no utilizador e frustração.

outubro 13, 2007

Modelo Conceptual

Filed under: EAM — Luciana Carvalho @ 3:08 pm

O projecto final da cadeira de Ergonomia pretende criar um sítio na web onde os educadores e/ou pais de crianças com necessidades especiais ao nível da aprendizagem, sobretudo, com dislexia, possam ajudar os alunos a desenvolver as suas capacidades cognitivas e a lutar contra as barreiras que lhes dificultam a aprendizagem.No decorrer da minha investigação, confrontei-me com outras limitações da aprendizagem que derivam ou podem estar associadas à dislexia e, por isso, somei à minha investigação mais informação para desenvolver o meu modelo conceptual. Contudo, as limitações que derivam da dislexia apresentam, na generalidade as mesmas características, como por exemplo: a discalculia, a disgrafia, dispraxia, etc.

Disgrafia


Nos diferentes aspectos da Dislexia, a DISGRAFIA é caracterizada por problemas com a Linguagem Escrita, que dificulta a comunicação de idéias e de conhecimentos através desse específico canal de comunicação. Há disléxicos sem problemas de coordenação psicomotora, com uma linguagem corporal harmônica e um traçado livre e espontâneo em sua escrita, embora, até, possam ter dificuldades com Leitura e/ou com a interpretação da Linguagem Escrita. Mas há disléxicos com graves comprometimentos no traçado de letras e de números. Eles podem cometer erros ortográficos graves, omitir, acrescentar ou inverter letras e sílabas. Sua dificuldade espacial se revela na falta de domínio do traçado da letra, subindo e descendo a linha demarcada para a escrita. Há disgráficos com letra mal grafada mas inteligível, porém outros cometem erros e borrões que quase não deixam possibilidade de leitura para sua escrita cursiva, embora eles mesmos sejam capazes de ler o que escreveram. É comum que disgráficos também tenham dificuldades em matemática.

Discalculia


Não existe uma causa única e simples com que possam ser justificadas as bases das dificuldades com a Linguagem Matemática, que podem ocorrer por falta de habilidade para determinação de razão matemática ou pela dificuldade em elaboração de cálculo matemático. Essas dificuldades estão atreladas a fatores diversos, podendo estar vinculadas a problemas com o domínio da leitura e/ou da escrita, na compreensão global do que proponha um texto, bem como no próprio processamento da linguagem. Há dificuldades diretamente relacionadas à confusão visual-espacial, como outras que têm relação com a discriminação da seqüência e da ordem precisas de fatos matemáticos e com a lembrança correta de adequação de procedimentos matemáticos. Embora ocorrendo mais raramente, também podem existir dificuldades em avaliações comparativas: maior-menor, mais-menos. Também existe a possiblidade do emocional altamente exacerbado dificultar ou, mesmo, bloquear o pensamento matemático, não possibilitando concentração precisa no foco da lógica matemática, determinante para elaboração de razão matemática.

Ao analisar as dificuldades e limitações destas crianças é possível começar a pensar num modelo específico que vá de encontro às expectativas do utilizador.

Expectativas do utilizador:

Como já referi este espaço tem como público-alvo as crianças com necessidades especiais do ensino básico. Contudo, devido ás barreiras e limitações de aprendizagem deve ser utilizado em conjunto com os professores e/pais. Por isso, o aspecto deverá ser apelativo para as crianças, mas a navegação no mesmo não deverá deixar dúvidas aos que pretendem ajudar as crianças – aos adultos.

O site servirá de apoio ás actividades lectivas. Por isso, terá menus para as diferentes disciplinas como: o português, a matemática, artes plásticas e um menu para substituir “o recreio” – o intervalo, com contos, fábulas, etc. Estes menus serão distribuídos em cores diferentes, par ao utilizador saber onde se encontra com mais facilidade, terão também ícones associados, bastante explícitos e ilustrativos. Este menu surigirá na cabeceira da página, horizontalmente.
Uma das dificuldades associada à dislexia e à discalculia é a leitura lenta e a deficiência na descodificação dos símbolos escritos, o que pode impossibilitar a compreensão do significado de um texto. Por esse motivo, os botões serão “legendados” com voz, para obter uma mais rápida interacção.
Os exercícios serão disponibilizados de duas formas: podem surgir sobre animação flash ou sobre formato pdf (para imprimir).

Surge ainda uma dificuldade relativamente à hierarquização dos exercícios (que estarão incorporados nos menus das diferentes disciplinas). Este tipo de crianças tem dificuldade em captar muita informação ao mesmo tempo, por isso ainda não consegui encontrar uma solução adequada para este problema.

O objectivo do site não é ser uma “escola on-line”. No entanto, como o público-alvo têm dificuldades de memória, decidi englobar em cada área diferente umas breves dicas e explicações onde existem mais dificuldades. Por exemplo, no que concerne à área de português existe, frequentemente:

  • Confusão entre letras, sílabas ou palavras com diferenças de grafia: a-o; c-o; e-c; f-t; h-n; i-j; m-n; v-u etc.
  • Confusão entre letras, sílabas ou palavras com grafia similar, mas com diferente orientação no espaço: b-d; b-p; d-b; d-p; d-q; n-u; w-m; a-e.
  • Confusão entre letras que possuem um ponto de articulação comum, e, cujos sons são acusticamente próximos: d-t; j-x; c-g;m-b-p; v-f;

Por isso antes dos exercícios, existirá uma página dedicada a uma animação com exemplos de palavras que contém estas palavras associadas a um desenho e ao som da palavra.

Apesar deste exemplo, acho essencial, sempre que possível em todo o site existir a associação de texto, imagem e som.

A aérea dedicada aos pais, terá lugar num menu lateral do lado direito. Esta área terá conteúdos relacionados com contactos importantes, com sugestões/dicas para ajudar os filhos.

A interface do site será colorida, com cores fortes e apelativas. Os menus terão cores diferentes como já referi, e o que está seleccionado terá um sombreado para existir algum feedback.
Uma espécie de metáfora que penso incorporar no trabalho está relacionada com os lápis de cor. Em toda a minha investigação percebi que uma das dicas para ultrapassar as mais diversas limitações é pedir à criança para colorir um desenho ou ilustrar algo relacionado com determinada matéria. Logo, os menus terão forma de lápis de cor, para surgir como uma metáfora – o site é um auxílio, mas de uma forma mais descontraída ajuda a ultrapassar algumas barreiras.

Cada página não deve conter muita informação. E toda aquela que exista deve ser de fácil compreensão, com uma tipografia simples e aproximada à escrita que aprendemos na primária, para fazer uma ponte com a escola e o site.

outubro 7, 2007

Mais Investigação…

Filed under: EAM — Luciana Carvalho @ 4:31 pm

No âmbito do projecto final da cadeira de Ergonomia continuei a minha investigação sobre o meu estudo da Dislexia e da Terapia da Fala.

Dislexia:

A dislexia foi definida como “a incapaciadade de processar os símbolos da linguagem” ou também a “dificuldade na aprendizagem da leitura, com repercurssão na escrita, devida a causas congénitas, neurológicas ou, na maiordos casos, devida expressamente à imaturidade cerebral”;

Para se dar início e desenvolver com êxito o proceso de leitura e escrita é necessário atingir uma certa maturidade nos domínios linguísticos, motor, psicomotor e perceptivo, bem como uma dada capacidade de concentração da atenção, de memorização auditiva e visual, de coordenação visuomotora.

Ler implica :

  • Reconhecimento e discriminação de símbolos gráficos (grafemas);
  • a sua associação aos correspondentes símbolos auditivos (fonemas);
  • a análise e síntese auditiva e visual dos vários elementos constituivos da palavra e a palavra como um todo;
  • a constante combinação de ambas (análise e síntese);
  • a compreensão ou atribuição de significado às palavras.Os exercicios feitos no 1º ciclo do ensino básico que são dirigidos a alunos que manifestam insegurança e dificuldades na leitura têm em vista ajudar a desenvolver vários campos.

Desenvolvimento da percepção e memória visual

  • distinguir letras com formas equivalentes;
  • fazer correspondência entre desenhos iguais;
  • fazer a correspoência entre letras ou conjuntos iguais;
  • colorir desenhos ou letras iguais entre si ou a um modelo;
  • identificar uma dada letra num texto;
  • completar com elementos em falta;
  • identificar o número de vezes que um elemento se repete;
  • identificar semelhanças ou diferenças entre desenhos;
  • seleccionar as letras que formam palavras;
  • identificar elementos em falta;
  • perceber figuras em fundo;
  • memorizar pormenores em desenhos;
  • descobrir palavras iguais ao modelo;
  • seleccionar conjuntos a partir de um critério dado;
  • fazer sopas de letras;
  • utilizar códigos.

Desenvolvimento da percepção e da memória auditiva:

  • Seleccionar desenhos a partir do som inicial da palavra que as nomeia;
  • Seleccionar a palavra que indica o plural;
  • Descobrir palavras a partir da letra inicial;
  • Completar palavras ou frases;
  • Seleccionar a palavra correcta;
  • fazer a silabação das palavras;
  • recordar provérbios.

Desenvolvimento da lateralidade e orientação espacial:

  • Reconhecer direita e esquerda em desenhos;
  • Percorrer percursos;
  • Reconhecer desenhos orientados para a direita e para a esquerda;
  • Seguir direcções dadas;
  • Perceber orientações em figuras que giram;
  • Executar traçados seguindo orientações.

Desenvolvimento da leitura-escrita:

  • Assinalar a palavra correcta;
  • Recordar os “casos especiais” da leitura;
  • Completar espaços com palavras;
  • Identificar palavras;
  • escrever palavras cruzadas;
  • ler frases, compreendendo o sentido;
  • Separar palavras e ler frases.

Terapia da Fala:

““Centra-se no desenvolvimento de actividades no âmbito da prevenção, avaliação e tratamento das perturbações da comunicação humana, englobando não só todas as funções associadas à compreensão e expressão da linguagem oral e escrita, mas também outras formas de comunicação não verbal””

Nas crianças as perturbações mais comuns são: Atraso no Desenvolvimento da Linguagem (ADL), Dificuldades na Aprendizagem, Disfonia, Gaguez, Perturbação Articulatória Verbal (PAV), Perturbação Específica da Linguagem (PEL), Perturbação da Relação e da Comunicação.

Definições:

 

  • Atraso no Desenvolvimento da Linguagem (ADL) –– Alterações nos vários níveis da linguagem (expressão e compreensão). A criança não evidencia a perda anterior de capacidades, mas manifesta a permanência de padrões linguísticos correspondentes a idades cronológicas anteriores (dificuldade em adquirir capacidades linguísticas, adequadas para a idade).
  • Dificuldades na Aprendizagem –- Constituem dificuldades observáveis nas crianças em idade escolar que se encontram num processo de aprendizagem. Estas podem traduzir-se em dificuldades de leitura e escrita (respectivamente dislexia e disgrafia), etc…

  • Disfonia –- É uma perturbação relacionada com a altura, a intensidade e/ ou a qualidade vocal da voz. Em função da causa (por exemplo nódulo, pólipo), a disfonia no adulto e na criança pode levar à ausência total de voz (afonia), à rouquidão, a uma altura tonal demasiado grave ou aguda, com desvozeamentos.
  • Gaguez –- Consiste numa perturbação da fala que afecta o ritmo, a velocidade e a prosódia da fala. Manifesta-se pela dificuldade em iniciar a fonação (bloqueio), pela repetição de um som, de sílabas ou de palavras, pelo prolongamento de sons ou ainda através de elisões (omissões de alguns sons da fala).
  • Perturbação Articulatória Verbal (PAV) – – Esta perturbação consiste numa desorganização da fala resultante do uso sistemático e incorrecto dos órgãos envolvidos (lábio, língua, véu palatino) na produção dos fonemas (sons da fala). Estas alterações manifestam-se em substituições, omissões e distorções de fonemas, bem como em simplificações de grupos consonânticos.
  • Perturbação Específica da Linguagem (PEL) – – Uma criança com esta perturbação revela um desenvolvimento irregular dos níveis linguísticos, sem qualquer perda da linguagem adquirida, nem lesões cerebrais observáveis associadas ao problema.

outubro 6, 2007

Apresentação do Projecto Final

Filed under: EAM — Luciana Carvalho @ 2:21 pm

Criação de um site didáctico infantil:

Este projecto tem como público-alvo crianças com necessidades educativas especiais;

O principal objectivo da criação deste sítio na web é construir um atelier de tempos livres didáctico;

Serviria de apoio às actividades lectivas, aos pais e à estimulação intelectual e emocional de cada criança;

No entanto, contêm uma parte lúdica, de forma a cativar as crianças; Até porque é mais fácil aprender a brincar…

Este site pretende ajudar, também, na terapia da fala e na dislexia – problemas muito frequentes na infância;

Temáticas:

Apoio às actividades lectivas:

Abordagem geral às matérias do primeiro ciclo como: Português, Ciências, Matemática e Artes Plásticas.

Fichas educativas para aplicar conhecimentos;

Jogos e puzzles educacionais;

Apoio aos pais:

Saúde e alimentação;
Segurança;
Sugestões para Estimular a Linguagem do seu Filho;
Contactos úteis;

Investigação e Contextualização:

O que é a Educação Especial?

Todas as crianças, independentemente das suas diferenças, têm direito a uma educação capaz de responder às suas necessidades.

Neste sentido, a Educação Especial surge para oferecer um conjunto de intervenções para solucionar diferentes tipos de necessidades educacionais.

A sua área de intervenção é vasta. No entanto, podemos salientar: a estimulação precoce, a avaliação psicopedagógica e terapia da fala.

Dislexia:

A Dislexia é um dos grandes factores causadores do insucesso escolar a todos os níveis e está directamente associada a muitos casos de abandono escolar.

Desencadeia perturbações de gravidade variável ao nível do comportamento de crianças e jovens (baixa auto-estima, desmotivação pelas aprendizagens, insegurança e instabilidade afectiva e emocional.

Toda a criança que apresente dificuldades persistentes na aprendizagem da leitura e escrita deverá ser encaminhada para despiste de dislexia .O diagnóstico precoce facilita o processo de apoio e diminui as dificuldades de aprendizagem.

Algumas características observáveis na criança disléxica:

” Dificuldades na expressão verbal: leitura lenta, hesitante, esforçada, saltitante, inexpressiva, salta linhas e inventa/omite/distorce palavras;

Dificuldades na expressão escrita: escreve com muitos erros ortográficos, troca/inverte/omite/acrescenta, grafemas, confunde e inventa palavras e a qualidade da caligrafia é irregular, disforme e por vezes ilegível;

Dificuldades ao nível da discriminação auditiva, comprometimento da consciência fonológica e da memória auditiva;

Dificuldades na percepção visuo-espacial e na orientação espacio-temporal;

Problemas de coordenação motora e de dominância lateral (confunde a direita e a esquerda).”

Terapia da Fala:

A linguagem e todo o processo de comunicação são entendidos como imprescindíveis para o desenvolvimento global e para a aprendizagem.

A intervenção é realizada junto de pessoas de todas as faixas etárias com problemas de fala, da voz e da linguagem oral e escrita, com o objectivo de melhorar a sua capacidade de comunicação.

“As patologias da linguagem encontradas mais frequentemente em crianças são o Atraso do Desenvolvimento da Linguagem, Perturbação Especifica do Desenvolvimento da Linguagem e Dificuldades de Aprendizagem. Na maioria dos casos a actuação precoce e um acompanhamento terapêutico eficaz pode ajudar a eliminar ou a minimizar as perturbações.”

setembro 30, 2007

Análise Heurística

Filed under: EAM — Luciana Carvalho @ 6:01 pm

Após uma análise mais superficial foi lançado o desafio de analisar um sítio na web através de um método não empírico – avaliação heurística.

Este tipo de avaliação tem um baixo custo, pois remete-se à apreciação de um especialista sem recorrer à participação de utilizadores. O objectivo do especialista é encontrar problemas baseado num conjunto de princípios sobre usabilidade.

É importante salientar que este desafio é tomado por mim com algum receio. Não sendo qualquer especialista na aérea e tendo, apenas, algumas noções para me guiar nesta análise, confesso que me questionei muitas vezes, tive algumas dúvidas e ainda, também, senti uma certa confusão em delinear as fronteiras dos vários conceitos que aprendemos.

Segundo a estrutura proposta por Lavery, Cockton e Atkinson, a análise deve englobar os seguintes elementos:

a) Conformance Question: O que deve o sistema fazer para satisfazer o principio em causa.

b) Evidence of Conformance: O que não está em total conformidade e pode ser alterado para melhor satisfazer o princípio.

c) Motivation: Quais os problemas que se tentam evitar com a conformidade ao princípio.

Continuando a análise do site da Segurança Social, vou realizar a observação heurística segundo 10 princípios que tentaram responder aos três elementos acima apresentados.

1 – Visibilidade do estado do sistema

Conformance Question:

O sistema mantém o utilizador informado sobre o que está a acontecer ou sobre o que já aconteceu?

Evidence of Conformance:

Ao explorar esta questão é fácil perceber que o feedback que o sistema fornece é quase inútil. Apesar da cor ser bem explorada para diferenciar as diversas aéreas tratadas, pouco mais é fornecido relativamente ao feedback.

Só ao passar o rato sobre os vários links estes passam de verdes para vermelhos. Contudo, se retrocedermos verificamos que não são assinalados os links já explorados pelo utilizador. Este propósito pode causar uma certa deficiência de navegação, pois o utilizador pode sentir-se perdido, sobretudo, porque se trata de um site com variada e importante informação. Tendo em conta o tipo de site e o público-alvo, na minha opinião, os botões deviam ser legendados através do mouse over.

Motivation:

Ao tratar-se de um site de serviço público deveria existir uma maior preocupação com o feedback. Como já referi o site contém muita informação e, ao ser explorado por pessoas com pouca experiência webnautica, pode tornar-se muito um labirinto. O apelo e incentivos que assistimos por parte das entidades governamentais para simplificar a burocracia deviam ser acompanhados por uma boa estrutura de navegação e visibilidade de sistema. É evidente que ao encontrar barreiras o utilizador pode desmotivar-se da utilização on-line destes serviços.

2 – Compatibilidade do Sistema com o mundo real

Conformance Question:

O sistema utiliza convenções do mundo real, fazendo com que a informação apareça de forma familiar ao utilizador (o usuário entende as metáforas utilizadas)?

Evidence of Conformance:

Em algumas situações o site serve-se de ícones, imagens, cor e uma linguagem simples – affordances – para tentar que o utilizador estabeleça uma relação de semelhança entre o mundo virtual (onde se encontra) e o mundo real, de forma a leva-lo a praticar uma determinada acção. Exemplo: o mapa de Portugal, que podemos encontrar logo na página inicial.

Motivation:

Deste modo, o utilizador encontra uma linguagem mais simples e familiar que o levam quase por intuição a reconhecer as funções existentes no site. Permite situar-se e poupar tempo na exploração dos conteúdos.

3 – Controlo e liberdade do utilizador:

Conformance Question:

Os utilizadores podem fazer o que querem e quando querem?

Evidence of Conformance:

A cor ajuda o utilizador, numa primeira instância, a escolher os conteúdos que deseja explorar. O menu principal, também, está sempre visível o que pode levar o utilizador a mudar de aérea quando pretender. No entanto, como existe muita informação e muito divida em links, em tabelas, em formulários, etc., a confusão pode levar o utilizador a perder muito tempo à procura da informação pretendida. Este aspecto é, também, reforçado pela falta de feedback como já realcei num dos pontos anteriores.

Motivation:

Este aspecto pode criar desmotivação. O utilizador ao sentir-se dentro de um labirinto pode facilmente desistir e procurar estes serviços nos postos de atendimento espalhados pelo país, contribuindo para uma maior burocracia.

4 – Consistência e padrões

Conformance Question:

Os elementos do design, tais como os objectos e as acções, têm o mesmo significado em situações diferentes?

Evidence of Conformance:

Em todas as páginas existe uma coerência relativa ao design. São utilizadas as mesmas cores, os mesmos padrões de linguagem e de hierarquização da informação, os mesmos ícones e até a tipografia. Surge sempre o logótipo da segurança social e os menus principais associados à página inicial. A excepção ocorre, por motivos lógicos, nas páginas que são frutos de links externos, ou seja, podem ter semelhança de conteúdo mas não pertencem ao mesmo site.

Motivation:

Mais uma vez, a motivação surge pela questão de uniformidade e coerência. O utilizador ao navegar no site descobre sempre o mesmo tipo de design e de funcionamento das acções, logo sabe onde está e qual tem orientado o seu objectivo naquele sítio web.

5 – Prevenção de erros

Conformance Question:

O design pode prevenir erros na utilização do sistema?

Evidence of Conformance:

Apesar da exploração da cor ajudar a situar o utilizador, a disposição dos conteúdos já na página inicial pode levar a alguma confusão. As cores não estão associadas geograficamente aos botões o que, uma vez mais, pode induzir em erro ou confundir o utilizador. Em alguns casos pode existir ambiguidade. Contudo, o problema agrava-se ao explorar cada um dos conteúdos, onde para chegar à informação pretendida posso ter que percorrer mais de 5 links. Este problema pode ser complementada pela existência de um mapa do site que pode ajudar a localizar-se no “mapa” o utilizador.

Motivation:

Como já referi em pontos anteriores, a imensidão de informação e a forma lenta de chegar até à mesma pode causar cansaço e frustração no utilizador, sobretudo se não estiver utilizado a navegar na Internet.

6 – Reconhecimento em vez de lembrança

Conformance Question:

O utilizador consegue localizar-se sem precisar de se lembrar do caminho já percorrido?

Evidence of Conformance:

O utilizador pode reconhecer e situar-se neste sítio de várias formas. Em qualquer página surge no canto inferior direito um link para retornar à página inicial. Por isso, são raras as ocasiões em que é necessário utilizar o botão retroceder do browser. Surgem, ainda e como já foi referido, os menus principais e os sub-menus adjacentes, tornando possível o utilizador mudar o seu percurso na navegação a qualquer instante.

Motivation:

Este ponto realça a importância da orientação de um indivíduo ao explorar um sítio na web. A informação mais relevante deve estar sempre ao alcance do utilizador para tornar a navegação mais dinâmica, mais prática e menos demorada. Contudo, o excesso de links em quase todas as páginas pode desmotivar o utilizador.

7- Flexibilidade e eficiência no uso

Conformance Question:

Pode o utilizador personalizar as suas acções ou utilizar atalhos?

Evidence of Conformance:

O utilizador tem sempre à sua disposição do lado esquerdo um menú com um resumo dos conteúdos principais, o que permite a utilização de atalhos ou de mudança de caminho na exploração do site. Possui, ainda, um mapa do site que permite uma escolha mais rápida e orientada que traça, desta forma, um objectivo eficaz de navegação. Por outro lado, disponibiliza, também, uma versão em inglês o que demonstra flexibilidade e preocupação, principalmente, com os emigrantes.

Motivation:

É interessante pela poupança de tempo, por uma maior rapidez de acesso aos conteúdos. Pode eliminar barreiras e causar um maior dinamismo e interesse do utilizador.

8 – Estética e design minimalistas

Conformance Question:

O site apresenta conteúdos desnecessários ou irrelevantes?

Evidence of Conformance:

Neste caso específico, é possível afirmar que existe uma dificuldade de hierarquização de informação. Há tanta informação relevante para apresentar que é difícil organizá-la e hierarquizar de uma forma 100% eficaz. Todos os botões do menu principal são contêm informação de extrema importância, devido ao facto de este site tratar de inúmeros assuntos que afectam num ponto ou noutro a maioria da população portuguesa. Desse modo, o design atende a uma linha simples e minimalista para uma melhor navegação e compreensão do seu público-alvo. As únicas informações que podem ser questionadas como pertinentes para estarem a ocupar lugar no sistema são sobre a história da segurança social. No entanto, parece-me uma matéria discutível.

Motivation:

Eliminar a presença de elementos que possam desviar a atenção do utilizador; Contudo, mais uma vez o excesso de informação sobrepõe-se ao design e pode tornar-se cansativa a navegação para o utilizador.

9 – Ajudar os utilizadores a reconhecer, diagnosticar e corrigir erros

Conformance Question:

As mensagens de erro são expressas numa linguagem clara?

Evidence of Conformance:

A única mensagem de erro que pode surgir é sobre o preenchimento dos dados pessoais para aceder a vários serviços (Segurança Social Directa). Todavia, quando existe mensagem de erro são indicados os passos para resolver o problema, assim como um e-mail e um número de telefone para ajudar neste processo.

Motivation:

Evitar filas e burocracia.

10 – Ajuda e documentação

Conformance Question:

É fornecido algum tipo de ajuda e documentação ao utilizador? É essa informação fácil de encontrar e dirigida em especial ao utilizador?

Evidence of Conformance:

Como ajuda o site fornece um motor de busca interno, um mapa do site e um link direccionado para perguntas frequentes e, ainda, um link que abre uma janela pop-up denominado Ajuda.

Motivation:

Devido à imensidão e complexidade da informação dos conteúdos existem várias ajudas no sistema. Contudo, este factor pode indiciar não ser muito eficaz, o que pode provocar por sua vez alguma desmotivação por parte do utilizador.

setembro 23, 2007

Segurança social online

Filed under: EAM — Luciana Carvalho @ 2:35 pm

Como objecto da minha análise escolhi o site da segurança social portuguesa.

Ao escolher este site, tive a preocupação de perceber que pode e deve ser um sítio na web procurado pelo mais variado tipo de indivíduos. Ao tratar-se de um serviço público on-line, o público-alvo do site pode abranger pessoas pouco familiarizadas com as novas tecnologias, especificamente, com a web.

Ainda numa primeira análise, destaquei alguns aspectos positivos e negativos:

Um dos aspectos positivos a realçar, em primeiro lugar, é a presença do símbolo da acessibilidade. O que demonstra alguma preocupação para com aqueles que têm mais dificuldades em aceder aos conteúdos web. Outro aspecto positivo está relacionado com a organização e hierarquização dos conteúdos. Parecendo à primeira vista acessíveis a qualquer utilizador.

Dispõe, ainda, de uma versão em inglês, o que realça de forma positiva o carácter da acessibilidade, visto o inglês ser considerado uma língua universal.Continuando numa visão agradável e optimista do site, podemos encontrar ficheiros PDF, cuja característica facilita a impressão de determinado conteúdo que o utilizador pretenda imprimir. Por outro lado, possui ainda um motor de busca. Este motor pode facilitar na procura de informação através de palavra-chave.De uma forma generalista, os aspectos negativos centram-se na redundância da informação. Ou seja, o menú principal é repetido em vários locais da interface. Este problema pode causar no utilizador alguma confusão e, até, fazer com que se sinta perdido no meio da repetição das cores e dos menús.

Numa segunda análise, posterior à aula de 17 de Setembro posso fazer uma visão mais alargada e profunda:Ao ser um serviço on-line procurado pelas mais variadas pessoas, deve ter em conta os conceitos de acessibilidade, usabilidade e emotividade.Olhando para a disposição gráfica dos conteúdos, para a sua ordenação e hierarquia realça-se um outro aspecto positivo: a exploração da cor. Neste site, a cor pode funcionar como um bom exemplo de ferramenta para atingir bons resultados a nível de qualquer uma das três características acima referidas. A cor ajuda, também, este site a tornar-se um produto usável e de fácil aprendizagem.

A usabilidade passa também pela eficácia no uso, pela eficiência do site e pela sua utilidade.Relativamente à eficácia, tal como nos pontos seguintes, só posso utilizar argumentos baseados na minha experiência pessoal. Á primeira vista, a divisão da informação parece bem organizada. Contudo, ao explorar um dos botões do menú principal como, por exemplo, “Serviços” surgem outros sub-menús e assim sucessivamente. O que para além de não se tornar eficaz a 1oo%, pode não ser acessível a todo o tido de pessoas, especialmente àquelas que por motivos físicos se encontram mais limitados (os mais variados tipos de deficiências).

Ao nível do design é feito um esforço para tornar a disposição dos conteúdos mais lógica, essencialmente, através do mapeamentoe dasaffordances. O mapeamento é, sobretudo, explorado na página inicial do site. O mapa que se encontra no centro da página tem uma relação muito familiar com qualquer português mapa de Portugal. Ao pressionar com o rato nos distritos acedemos a informações importantes serviços de atendimento ao público da segurança social por localidade e, assim, garantimos uma fácil compreensão do sistema por parte do utilizador.

As affordances encontradas na exploração do site, podem também estar relacionadas com o mapeamento. Isto é, se ao mesmo tempo induzem para abrir um ficheiro, abrir um link, etc., e remetem para uma semelhança com a realidade, como podemos ver na imagem.
exemplo

No entanto, tanto o mapeamento como as affordances podiam ser melhor exploradas. Visto as imagens ou ícones serem meramente figurativas, pois ao lado possuem uma espécie de legenda que traduz a sua função. Logo, é demonstrado aqui um receio, ou até insegurança, por parte dos criadores do site em que os utilizadores não associem à imagem à sua função.

Na generalidade, é possível concluir que na base de construção deste site esteve incluída a preocupação com o utilizador. Desde a elaboração do design do inteface, de modo a responder às necessidades dos mais variados tipos de utilizadores e da sua interacção com o site, à preocupação com a acessibilidade e usabilidade d amelhor forma possível. No entanto, como já foi dito, ainda havia algo a fazer pela imensa informação que aparece na página inicial e que pode induzir em confusão os utilizadores.

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